Um homem identificado apenas com as iniciais R.J.S., de 55 anos, foi preso na madrugada deste sábado, (09), em Marcelândia, após descumprir medida protetiva e incendiar a casa da ex-mulher. O imóvel ficou completamento destruído e a vítima em estado de choque.
De acordo com a Polícia Militar, era por volta das 5h quando vizinhos acionaram a equipe após perceberem o incêndio em uma residência na Rua Vanuza Souza Barcelo, no bairro Vila Esperança.
Quando os militares chegaram ao local, encontraram a casa em chamas e acionaram um caminhão-pipa da Prefeitura para conter o fogo.
Aos policiais, a mulher relatou que estava dormindo quando percebeu o incêndio e quase foi atingida pelas chamas.
Ela contou ainda que, horas antes, estava em um bar da cidade quando foi abordada pelo ex. Segundo a vítima, o agressor a ameaçou, dizendo que ela “morreria queimada enquanto dormia” e que colocaria fogo na casa dela.
Ainda conforme a PM, o homem havia sido preso no último dia 6 de maio por violência doméstica contra a mesma mulher, mas foi solto e estava proibido de se aproximar dela por medida protetiva.
Abalada emocionalmente e em estado de choque, a vítima precisou ser atendida por uma equipe médica do Hospital Maria Zélia.
Durante as buscas, populares informaram que o agressor havia sido visto nas proximidades da região. Os policiais fizeram buscas e o localizaram em um hotel da cidade.
No momento da abordagem, os militares encontraram um isqueiro em posse do homem.
R.J.S. foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.
Ele foi autuado pelos crimes de tentativa de feminicídio, incêndio, ameaça e descumprimento de medida protetiva.
Na manhã deste sábado (09/05), por volta das 08h30, a Polícia Militar foi acionada via CIOSP para atender uma ocorrência de desentendimento em uma residência localizada no Residencial Jardim Aeroporto.
Após a solicitação e em posse do endereço, a rádio patrulha foi ao local e constatou a veracidade dos fatos. Em conversa com a testemunha, pai do suspeito, ele relatou que ambos estavam na residência quando, em determinado momento, o suspeito começou a desferir socos e golpes de madeira contra a vítima, um homem de 46 anos, causando lesões no rosto e na boca.
Ainda segundo a testemunha, após as agressões, o suspeito, de 28 anos, deitou e dormiu na área dos fundos da residência, onde foi localizado pela equipe policial, detido e algemado. Posteriormente, ele foi encaminhado ao CISC para as devidas providências.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, prestou os primeiros socorros à vítima e, em seguida, a encaminhou ao Hospital Regional para receber atendimento médico.
A Polícia Civil deflagrou a Operação Hipnose Financeira e cumpriu sete ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Sinop contra investigadas por envolvimento em um esquema de estelionato praticado contra um idoso de 71 anos, em Lucas do Rio Verde. A operação foi realizada nesta sexta-feira (08/05), no município.
Conforme apurado nas investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Lucas do Rio Verde, a vítima sofreu um prejuízo financeiro superior a R$ 300 mil ao longo de vários meses, após ser manipulada emocionalmente por meio de promessas relacionadas a supostos rituais espirituais.
As investigações tiveram início após familiares perceberem um comportamento incomum do idoso, que passou a realizar sucessivas transferências bancárias via PIX para contas de terceiros desconhecidos.
A situação chamou a atenção depois que a vítima começou a tentar obter empréstimos bancários e também passou a pedir dinheiro emprestado a familiares, vizinhos e amigos. Segundo a Polícia Civil, o idoso conheceu uma das suspeitas em um supermercado da cidade, ocasião em que a mulher afirmou que ele estaria acometido por uma doença grave.
Após esse contato, iniciou-se uma relação de influência psicológica e emocional, na qual eram exigidos pagamentos sob a justificativa da realização de “trabalhos espirituais” e rituais religiosos destinados à suposta cura da enfermidade.
De acordo com depoimentos colhidos durante a investigação, a vítima apresentava sinais de forte abalo emocional e isolamento familiar.
Familiares relataram receio de que o idoso estivesse sofrendo ameaças psicológicas ou pressão emocional constante. Há ainda registros de cobranças insistentes por novos valores, incluindo a solicitação recente de R$ 15 mil para continuidade dos supostos “trabalhos espirituais”.
Atuação em outras cidades
As investigações também apontaram indícios de atuação interestadual das investigadas, com registros de ocorrências semelhantes em outras cidades de Mato Grosso, envolvendo vítimas vulneráveis e prejuízos elevados.
Segundo a representação policial, o grupo possui grande mobilidade geográfica, estando em constante deslocamento por diversos estados do país, circunstância que dificultava sua localização e a aplicação da lei penal.
Diante dos elementos reunidos no inquérito policial, a Polícia Civil representou judicialmente por medidas cautelares, sendo deferidos mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico e telemático, além da indisponibilidade de bens e valores das investigadas.
A operação teve como objetivo aprofundar as investigações, preservar provas, identificar possíveis novas vítimas e garantir eventual reparação dos prejuízos causados.
Com 14 anos de atuação na Polícia Civil de Mato Grosso e trajetória marcada pela defesa dos direitos das mulheres, a delegada Judá Maali assumiu a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis com a proposta de ampliar delegacias especializadas, fortalecer protocolos de atendimento e aprimorar ações de proteção às vítimas em todo o Estado.
Segundo Judá, a pauta da defesa da mulher esteve presente em sua trajetória desde muito nova e foi alicerçada dentro de casa, em conversas com sua mãe.
“Desde muito jovem, eu refletia sobre a representatividade feminina na sociedade e costumava conversar com minha mãe sobre as desigualdades enfrentadas pelas mulheres. Sempre encontrei nela escuta e incentivo, o que me deu liberdade para buscar conhecimento de forma mais aprofundada”, lembra a delegada.
Ela conta que, estudando sobre a condição feminina, compreendeu, desde muito cedo, que se tratava de uma realidade marcada por injustiças estruturais. “A partir dessa consciência, amadureceu em mim o propósito de atuar, de forma concreta, na construção de uma sociedade mais justa e igualitária para as mulheres”, afirma.
Histórico
Na Polícia Civil desde 2012, a delegada começou a carreira na Delegacia de Porto Esperidião, passou pela Delegacia de Cáceres e teve seu primeiro cargo em uma Delegacia da Mulher em Cáceres, em 2015.
“Foi um marco muito significativo na minha trajetória profissional, porque ali vivi, de forma concreta, o propósito que sempre me guiou. Costumo dizer que naquele momento compreendi o verdadeiro sentido do meu nome, Judá Maali, que remete a ‘abençoada nas causas nobres’”, conta a delegada.
Judá afirma que, em Cáceres, formou uma equipe altamente comprometida, que se dedicava a atender cada mulher com afinco, atuando não apenas na responsabilização dos agressores, mas também no acolhimento das vítimas.
“Nesse período, implementamos projetos voltados à humanização do atendimento, com fortalecimento da rede de proteção e ampliação do suporte oferecido às mulheres em situação de violência”, lembra.
Depois, já na Capital, a delegada passou pela Delegacia de Estelionato, a Delegacia do Adolescente e, por fim, a Delegacia da Mulher de Cuiabá.
“Foi uma experiência marcada pela atuação de uma equipe extremamente comprometida e apaixonada pelo trabalho que realizava, movida pelo propósito genuíno de proteger mulheres e salvar vidas. Essa dedicação coletiva permitiu aprimorar fluxos, fortalecer investigações e ampliar ações de enfrentamento à violência doméstica, sempre com foco na eficiência institucional e na proteção integral das vítimas”, afirmou.
Novo cargo
Foi estando à frente da Delegacia da Mulher de Cuiabá que Judá recebeu o convite para assumir a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis. Ela conta que chefiar a Coordenadoria representa o avanço de uma trajetória construída na linha de frente, agora ampliada para um campo estratégico de atuação.
Segundo Judá, a Coordenadoria é um espaço que permite atuar de forma estruturante, com olhar sistêmico, integrando delegacias, núcleos especializados e demais instituições, com foco na prevenção, na repressão qualificada e, sobretudo, na proteção integral das vítimas.
“Recebo essa missão com senso de responsabilidade, compromisso institucional e a convicção de que é possível avançar na construção de uma política pública mais eficiente, humana e alinhada às reais necessidades das mulheres e das pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirma.
A delegada conta que seus principais projetos à frente da Coordenadoria estão voltados ao fortalecimento estrutural, à padronização de fluxos e à qualificação do atendimento e da investigação.
“Entre as prioridades, destaco a ampliação das Delegacias e dos Núcleos Especializados de Atendimento à Mulher e Vulneráveis, com o objetivo de expandir o acesso e garantir capilaridade no atendimento”, detalha.
Judá Maali quer trabalhar na criação de protocolos específicos de atendimento e investigação para crimes contra crianças e adolescentes, bem como para crimes contra a pessoa idosa, assegurando maior padronização, celeridade e efetividade na atuação policial.
Já no que se refere à violência contra a mulher, o planejamento é dar continuidade ao protocolo já existente, que padronizou o atendimento e a investigação desses delitos, consolidando boas práticas e aprimorando fluxos operacionais.
Outro eixo de atuação é a expansão do projeto “Seja Raio de Luz na Vida de uma Criança”, que padroniza palestras educativas sobre abuso sexual voltadas a crianças, adolescentes e seus responsáveis, com foco na prevenção e na conscientização.
“Por fim, investiremos na ampliação de cursos e capacitações em temas específicos relacionados à violência de gênero e à proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade, visando ao constante aperfeiçoamento dos profissionais e à melhoria da prestação do serviço público”, finaliza.
Um criminoso, que ainda não teve a identidade divulgada, morreu na manhã deste sábado (9) após trocar tiros com agentes da Polícia Federal durante uma operação no bairro Lixeira, em Cuiabá/MT.
Segundo informações apuradas pela reportagem, os policiais federais cumpriam um mandado judicial em uma residência da região quando o suspeito reagiu à abordagem.
Ainda conforme as informações preliminares, o homem efetuou disparos contra os agentes, que revidaram, dando início ao confronto armado dentro do imóvel.
Durante a troca de tiros, o suspeito foi baleado. Equipes de apoio foram acionadas, porém ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Após a ocorrência, a área foi isolada para os trabalhos periciais. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames de necropsia.
A Polícia Federal deverá apurar as circunstâncias do confronto e os detalhes da operação.
No começo da manhã deste sábado (09/05), por volta das 06h, a Polícia Militar foi acionada via CIOSP após populares encontrarem um homem morto na Praia do Daveron, localizada na região central de Cáceres.
Após a denúncia, uma equipe da Rádio Patrulha seguiu imediatamente até o local e constatou a veracidade dos fatos. A vítima foi identificada posteriormente como Loilso Gonçalves de Oliveira, de 25 anos. O corpo apresentava vários cortes profundos na região da face e do pescoço, e a vítima já estava sem sinais vitais.
Segundo informações da polícia, Loilso possuía diversas passagens criminais, entre elas por furto e tráfico de drogas.
A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e da POLITEC, que realizaram os procedimentos de perícia no local do crime.
Informações preliminares apontam ainda que, no dia anterior ao homicídio, a vítima teria comparecido à unidade policial para verificar uma ocorrência envolvendo sua companheira, que havia sido presa pela Polícia Militar juntamente com outras duas mulheres suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas.
O caso segue sob investigação da DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa), que trabalha para identificar a autoria e a motivação do crime.
Um adolescente de 15 anos, identificado como Paulo Ricardo Lima de Souza, morreu na noite de sexta-feira (8), após trocar tiros com equipes da Rotam, em Peixoto de Azevedo.
O confronto ocorreu durante a "Operação Território Livre", de combate ao tráfico de drogas e à atuação de facções criminosas na região.
Conforme apurado, o menor era filho de uma das lideranças do Comando Vermelho na região, que está preso na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, Ferrugem, em Sinop (MT). Com o pai detido, o "herdeiro" seria o responsável pelo tráfico de drogas na localidade.
De acordo com o boletim de ocorrência, o serviço de inteligência monitorava uma residência na Rua Colômbia, no bairro Liberdade, apontada como ponto de tráfico. Ao chegarem no local, os policiais visualizaram o jovem em atitude suspeita. Ao notar a viatura, ele correu para dentro de um imóvel empunhando uma arma.
Os militares iniciaram o acompanhamento a pé e, ao entrarem na residência, foram recebidos a tiros pelo suspeito. A equipe reagiu à agressão e baleou o adolescente. Ele chegou a ser socorrido pelos próprios policiais e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Charles Frederico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu logo em seguida.
Herdeiro do crime
As investigações apontaram que, apesar da pouca idade, Paulo Ricardo era apontado como gerente do tráfico na localidade e possuía envolvimento em homicídios na cidade. Ele é filho de uma liderança da facção Comando Vermelho, que atualmente cumpre pena na Penitenciária Ferrugem, em Sinop.
Informações colhidas no local indicam que o menor andava armado constantemente por estar sendo ameaçado por membros da facção rival, o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e a Polícia Civil estiveram no local para realizar os procedimentos de praxe.