MORTA POR ESTRANGULAMENTO; DELEGADO APONTA INDÍCIOS DE QUE IRMÃO E CUNHADA MATARAM ADOLESCENTE
em 30/03/2026 as 12:31
A adolescente de 17 anos encontrada morta no córrego Vassoura, no bairro Três Barras, em Cuiabá, foi assassinada por estrangulamento. A informação foi confirmada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com base no laudo de necropsia.
O crime foi cometido pelo irmão da vítima, Marcos Pereira Soares, de 23 anos, que foi preso em flagrante. A esposa dele, Mariana Mara, de 36 anos, também foi detida posteriormente, acusada de participação no homicídio.
De acordo com o delegado Caio Albuquerque, a vítima sofreu violência extrema, o que reforça o enquadramento do caso como feminicídio.
“Foi uma morte com sinais evidentes de agressão. Segundo a necropsia, a vítima morreu por estrangulamento. Isso reforça que se trata de um feminicídio, com mais um elemento característico desse tipo de crime”, afirmou.
Ainda conforme o delegado, a forma como o corpo foi encontrado levanta indícios de que o crime não foi cometido por uma única pessoa.
“É um caso que intriga. Primeiro, para entender por que um irmão matou a própria irmã. É algo complexo e extremamente triste. Segundo, pela forma como a garota foi encontrada, com uma pedra sobre o corpo, submersa em um córrego nos fundos de uma residência, próxima à casa do agressor. Pela forma como foi encontrada, ele não agiu sozinho.”, disse.
Segundo a autoridade policial, os elementos reunidos desde o início da investigação já apontavam a possibilidade de participação de outras pessoas no crime. Comportamentos antes, durante e após o assassinato levantaram indícios de autoria contra a mulher presa, o que levou à representação pela prisão temporária, cumprida na última sexta-feira.
CRIME BRUTAL
A jovem estava desaparecida desde o dia 10 de março. Conforme as investigações, o irmão foi até a casa onde ela morava com o companheiro, iniciou uma confusão e a retirou do local à força. Depois disso, a adolescente não foi mais vista.
Na noite do dia seguinte, familiares encontraram o corpo dentro do córrego, nos fundos de uma residência. A vítima estava em posição de bruços, parcialmente submersa, com a mão e a perna esquerda amarradas entre as raízes de uma árvore e uma pedra sobre as costas.
Ela também apresentava sinais de agressão, queimaduras e estava sem roupas, o que levanta a suspeita de violência sexual.
CONTRADIÇÕES E PRISÃO
Durante as investigações, Mariana Mara apresentou versões contraditórias à polícia. Inicialmente, negou envolvimento no crime, mas depois admitiu ter mentido e confirmou que esteve com a vítima dias antes do assassinato.
Ela também mudou a versão sobre o dia do crime, confessando posteriormente que seguiu o marido utilizando um carro por aplicativo, conforme já havia sido relatado por ele.
Além disso, reconheceu como sendo seu um macacão encontrado enrolado no pescoço da adolescente durante a necropsia.
As inconsistências, somadas às provas reunidas, levaram a Polícia Civil a solicitar a prisão temporária da suspeita, além de cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ela.
A Polícia Civil segue apurando o caso para esclarecer a motivação do crime e confirmar a participação de outros envolvidos.
Marcos deve responder por feminicídio e ocultação de cadáver. A investigação também apura a suspeita de estupro.
Por RepórterMT


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